visitante(s) soprando palavras ao vento




26.4.04

Autismo

Venho das genealogias de lugar nenhum, e
Certamente nenhum será o meu destino.

Tenho o meu ser melancólico.
Uma metade de mim está com sono.
A fusão de ambos está fatigada - de decepções.

Não cantarei versos de amor,
Nesse momento parecem-me todos
Estúpidos e frouxos
( Como só - e mais nada - poderiam ser ).

Ah!, estou fatigado.
FA - TI - GA - DO!
Fatigadíssimo!
Fatigado de todas as decepções que concebi e não concebi,
E muitas outras ainda estão por vir.

Sinto-Agora perante o mundo ( porque só sentimos agora ), uma indiferença autística tamanho do mundo.
Quero ser autista perante o mundo
( E então, de nada saber ).

Tento entender o mundo
- E amo de paixão tal coisa -,
Mais..., a cada vez,
Mais compreendo a imensidão do meu não compreender.

Tenho tentado apanhar uns bocados de terra.
Ser o arquiteto de minha fé e esperança ( perdida ),
Mediante um forçado autismo mundano.

Creio em amores neuroquímicos.
Não creio que a "Seleção Natural" será muito gentil comigo.
Tenho medo do mundo.
Do mundo...
Esse mundo que é e não é um pontinho azul.

Haverá lembranças de amanhã?
Não sei se depois de amanhã as tenho de mim mesmo.
Tudo isso é eu.
Sim,
É porque me é, e eu não sou.
Tudo isso é:
Altismo Filosófico
( Abençoada seja a ignorância ).

Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:39 AM
 

SETI


O SETIBR é um grupo brasileiro de apoio ao projeto SETI@home, da Universidade da Califórnia em Berkeley. Para participar, basta fazer o download do protetor de tela do SETI@home, instalar e fazer o seu cadastro no SETIBR. Atualmente contamos com a participação de 1068 membros, que já processaram quase 400 mil work units, totalizando o equivalente a mais de 500 anos de processamento. Para mais informações sobre o funcionamento do SETI@home, clique aqui.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:21 AM
 


15.4.04

Informativo:

Informo a todos os amigos, colegas, caroneiros, companheiros de viagem e eventuais visitantes, que, minha participação neste blog - devido aos estudos e ao tempo -, se reduzirá à posts esporádicos, e, não estranhem se eu ficar bastante tempo sem postar nada.
Ainda tenho muitas poesias que não foram postadas; algumas por não considera-las dignas mesmo, outras por serem explicitamente pessoais, e outras, por pura falta de tempo mesmo.
Agradeço a todos os visitantes; os que deixaram comentários ou não. Acho que de qualquer forma uma parte de mim - a minha personalidade - ficou por aqui.
Até, breve! :-)

Sinceramente,
Francisco Maximiano da Silva.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:22 AM
 


13.4.04

Escultura em Fruta:
Enviado pela minha amiga, Júlia Moreira Porto.
( Adorei este coelho! )


Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 12:51 PM
 


12.4.04

Não esperem nada.
O mundo!? No stand by me.
Não me cobrem nada.
Nada.
Nada-Nada.
Nada... talvez o que sou:
Nada...,
Através dos tempos.

Frank Leber

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 11:16 AM
 

"O essencial é invisível aos olhos"

Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:43 AM
 

Cone de Luz

Tão fútil quanto a poesia tosca de um não-poeta inspirado nos versos campistas.
Perfeitamente fútil.
E até útil, se calhar.

Sempre olho para o passado.
É só o que nossos olhos vêm:
Só.
É só o que nossas antenas captam:
Só.
Olhar para o futuro é perfeitamente fútil.
Útil só na mente,
E implicações desta no presente que será passado pelo simples ato de pensarmos nele.

Olho o rosto da bela moça, sem ela jamais notar-me
( Gostaria de sonhar com o futuro. Meu e dela.
Fundir nossos horizontes ).
Vejo-lhe as orelhas mais velhas que os lábios
( Ah! os lábios! )

Concluo então, acordado de meus sonhos:
Os fótons não são infinitamente velozes.
Não escaparei do horizonte de meu cone de luz.


Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:40 AM
 


8.4.04

Fé & Ciência Cia. Ltda.

Quando a fé está presente nos ditos, fenômenos causados pela fé, o que na verdade está em jogo são fenômenos naturais estudados pela ciência, e suponho, que a neurociência tem feito progressos notáveis neste campo, embora ainda haja muito por pesquisar, estudar e descobrir. Quando alguém diz sentir o alívio de uma dor ou algo semelhante, isto pode ser explicado pela neuroquímica do cérebro desta pessoa; portanto não temos de recorrer à explicações paranormais ou esotéricas para explicar o fenômeno de "cura" pela fé. Afinal, se o seu dinheiro simplesmente sumisse da sua conta bancária, ou você recebesse um boleto bancário com saldo negativo sem nem imaginar o motivo ( já que você não gastou tanto ), certamente você não aceitaria explicações místicas ou paranormais para explicar o fenômeno. O seu gerente poderia ainda alegar que o seu dinheiro foi transferido através de desmaterialização ( o que não estaria longe da realidade ) ou teletransporte por psicocinética para uma dimensão espiritual, e está sendo empregado para financiar a construção de uma belíssima residência que será a sua morada após você desencanar, em Nosso Lar ( cidade espiritual onde os kardecistas dizem que Xico Chavier deve estar morando atualmente ); não creio que alguém engoliria tal "explicação" por parte de seu gerente bancário sobre o sumiço do seu dinheiro.
Um fato engraçado de lembrar, é que, "há 600 espécies diferentes de bactérias nos nossos dentes todas as manhãs, elas formam exatamente a mesma estrutura toda vez", segundo a bióloga, atriz e bailarina ( quem disse que uma cientista também não pode ser artista? ), Bonnie L. Basler, da Universidade de Princeton nos Estados Unidos, que estuda a comunicação química ( podemos chamar, o "idioma" ) entre as bactérias, e a fé, parece-me totalmente incapaz de eliminá-las.
Cabe ressaltar ainda que, embora a esperança de se conseguir um resultado positivo impulsione o progresso da ciência e tecnologia, não foi a fé ( em seu sentido místico ) que inventou o telefone celular, não foi a fé que inventou o e-mail, não foi a fé que inventou os analgésicos aos quais muitas pessoas - atletas ou não - recorrem após um treinamento físico puxado, como o "famoso" Calminex ( mas se uma pessoa quiser, pode rezar para sua dor muscular, no joelho, ou seja aonde for, passar ). Também não foi a fé que inventou os métodos contraceptivos.
Por falar em métodos contraceptivos, acho que as adolescentes que engravidaram precocemente, tiveram muita fé que isso ( a gravidez ) não iria lhes acontecer - afinal, elas tinham que dar uma "prova" de amor aos seus namorados, sem tomar os devidos cuidados.

Francisco Maximiano da Silva.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:13 AM
 

Quem eu sou dentre os cavaleiros de ouro

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:16 AM
 

"Não acredite em autoridade, acredite na sua razão. Confronte sempre suas idéias com a realidade antes de determinar sua validade"

Galileu Galilei

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:09 AM
 


6.4.04

Site Muitíssimo Recomendado da Semana

Fórum Cético Brasileiro

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 2:09 PM
 


5.4.04

"Muitos pensam que a pesquisa científica é uma atividade puramente racional, na qual o objetivismo lógico é o único mecanismo capaz de gerar conhecimento. Como resultado, os cientistas são vistos como insensíveis e limitados, um grupo de pessoas que corrompe a beleza da Natureza ao analisá-la matematicamente. Essa generalização, como a maioria das generalizações, me parece profundamente injusta, já que ela não incorpora a motivação mais importante do cientista, o seu fascínio pela Natureza e seus mistérios. Que outro motivo justificaria a dedicação de toda uma vida ao estudo dos fenômenos naturais, senão uma profunda veneração pela sua beleza? A ciência vai muito além da sua mera prática. Por trás das fórmulas complicadas, das tabelas de dados experimentais e da linguagem técnica, encontra-se uma pessoa tentando transcender as barreiras imediatas da vida diária, guiada por um insaciável desejo de adquirir um nível mais profundo de conhecimento e de realização própria. Sob esse prisma, o processo criativo científico não é assim tão diferente do processo criativo nas artes, isto é, um veículo de autodescoberta que se manifesta ao tentarmos capturar a nossa essência e lugar no Universo."

Marcelo Gleiser.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 11:35 AM
 

Entendidos ( Estamos )

Quero ser entendido, mas não quero que me entendam.
Me entender!? Jamais!

Quero que entendam o que falo
( afinal, como haveria comunicação? ).
O que faço, talvez!
O que escrevo?
Certamente talvez-também.
Mas, meu ser,
Minha alma!?
Ah, não!
De jeito nenhum!
Seria ultraje;
Admitir uma derrota para qual não estou preparado.

Quero entender as coisas.
Entender todo o Cosmos!
Á mim mesmo, talvez.
Ser entendido,
Mas sem me entenderem ( não, a minha alma ).

Quero a natureza caótica
Do Caos construtivo.
Quero que me entendam.
Quero que entendam isso.
Entendem!?
Mas, quanto ao meu ser:
Me entender!? Jamais!

( Não cairei na possibilidade de ser domado;
Prefiro tão só ser... )

Poesia de: Frank Leber.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 11:21 AM
 


2.4.04

Dalí - Simplesmente Genial

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 4:57 PM
 

Coração de Pastel

Ah! O amor divide o pastel.
Isto é romântico, sem dúvida!
Romântico por ser assim tão bobo.
Políticas do coração, que por estar apaixonado só pode ser assim,
Bobo...
Bobo.
Risonhamente bobo.

Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:33 AM
 


1.4.04

"...Marcela amou-me durante quinze mese e onze contos de réis; nada menos"
Machado de Assis, em, "Memórias Póstumas de Brás Cubas", Cap. XVII, pág. 44.( Editora Ática ).

*N.P.:Êta Società!

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 2:06 PM
 
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